sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Veni, vidi, vici

Roma é para os fortes. Fiquei com vontade de comprar aquela camisa que diz: Vim, vi e venci.

Segundo dia:

1. Três vivas para o Dorflex!!! Viva! Viva! Viva!

2. Lembrar de nunca mais reclamar do calor do Recife

3. A segunda população de Roma é de indianos. Estão em toda parte e se viram bem. (o indiano que ontem tentou me vender um chapéu para o sol de deserto que fazia, hoje me ofereceu sombrinha e capa de chuva; não acreditei na chuva e acertei - o sol continuou firme. Qual será o item oferecido por ele amanhã? :-D)

4. Os turistas andam em bandos. O Brasil acha que recebe turistas. Dois dias em Roma bastam para ver que ainda somos amadores

5. Sim, há italianos em Roma em agosto, Rosane Marinho e Alex Cunha de Moraes. Eh fácil saber quem são menos pela beleza (são belos!), mas pela atitude. Os italianos têm uma confiança, um certo sex-appeal de quem tem certeza que chega bem em qualquer lugar. Hoje de manhã vi um deles estacionar uma moto no meio da rua e sair correndo atras de duas mulheres para não perder a chance de dizer o elogio/cantada. Vai que colava, né?!  As mulheres também são confiantes; estas eram italianas: sorriram e seguiram.

6. Fui hoje num bairro chamado Villa Borghese; um grande parque (uns 20 parques da Jaqueira juntos) dentro de Roma. Se fosse no Brasil, já teriam derrubado todas aquelas árvores pra construir grandes edifícios. Aqui é um lugar lindo, cheio de teatros, museus, casas de cultura, lagos, fontes, esculturas e gente passeando e fazendo esportes. Fui num museu chamado Galeria Borghese e fiquei de pescoço duro de tanto olhar para o alto para ver as pinturas de Michelangelo e Caravaggio

7. A gente não tem cultura de museu e talvez por isso ache tão encantador ver as famílias europeias nos museus; com as crianças sussurrando o que acham das obras em várias línguas. Na galeria Borghese uma francesinha de uns 6 anos de repente deitou-se no chão de um dos salões para ver melhor uma grande pintura no teto. Deitada, olhando para cima, ela falava baixinho para a mãe suas impressões.

8. Vou adaptar o verso de Fernando Pessoa (perdão, Pessoa!): "Caminhar é preciso. Viver não é preciso". Amanhã é dia de ver o Papa. O Vaticano me espera.

* Diário de uma viagem / agosto-2013 / publicado no facebook (09/08/2013)

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